A série Craques Eternos da ACMB tem o orgulho de homenagear um dos nomes mais icônicos da história do futebol mundial: Mário Jorge Lobo Zagallo. Eternizado como um dos maiores gênios do esporte, Zagallo é sinônimo de talento, dedicação e um olhar único para o jogo, atributos que o consagraram como um dos grandes heróis das históricas conquistas de 1958 e 1962. Como técnico liderou a conquista de 1970 e como auxiliar em 1994, tornando-se o único tetracampeão mundial de futebol da história. Jogador, técnico, líder e estrategista, Zagallo é, acima de tudo, um símbolo eterno do futebol brasileiro.
O início de um gênio
Nascido em Maceió, Alagoas, no dia 9 de agosto de 1931, Zagallo exemplifica o que há de mais precioso no futebol brasileiro: a combinação mágica de habilidade natural, inteligência tática e paixão inabalável pelo esporte. Embora tenha se mudado ainda jovem para o Rio de Janeiro, onde construiu sua trajetória, foi no antigo Maracanã, entre olhares de admiração e gritos de torcida, que começou a escrever sua história.
Vestindo a camisa do Flamengo e, posteriormente, a do Botafogo, Zagallo não era apenas mais um jogador em campo. Ele se destacava como um ponta-esquerda diferente: não apenas habilidoso no ataque, mas também tático e solidário na recomposição defensiva – algo raro para a época. Essa mentalidade de equipe e versatilidade seriam marcas registradas ao longo de sua carreira.
1958 e 1962: Do sonho à consagração
Nos anos dourados do futebol brasileiro, Mário Zagallo teve a honra de ser parte do seleto grupo que conquistou os dois primeiros títulos mundiais do Brasil. Em 1958, na Suécia, integrou o escrete que encantou o mundo e mostrou ao planeta um futebol revolucionário, repleto de técnica e criatividade. Como ponta-esquerda titular, foi peça fundamental para equilibrar o sistema ofensivo e ajudar a liberar os craques Pelé e Garrincha para brilharem como estrelas centrais.
Quatro anos depois, no Chile, Zagallo reafirmou seu papel crucial. Mesmo em meio às dificuldades iniciais da equipe e às lesões que assolaram alguns de seus companheiros, ele manteve a constância e o espírito coletivo. Resultado? Mais uma estrela no peito e a imortalização de uma geração.
O primeiro de todos a conquistar o futebol em campo e no banco
Com sua inteligência tática e liderança natural, não foi surpresa que, após pendurar as chuteiras como jogador, Zagallo abraçasse o desafio de dirigir times da beira do campo. Ele logo fez história de novo: em 1970, no México, tornou-se o primeiro homem na história do futebol a conquistar a Copa do Mundo como jogador e técnico. Sob sua orientação, o Brasil levantou o tricampeonato com uma seleção que muitos consideram a maior de todos os tempos.
Zagallo, aliás, não parou por aí. Ele integrou a comissão técnica brasileira em outros momentos memoráveis, como as campanhas de 1994 (tetracampeonato) e 1998 (vice-campeonato). O “Velho Lobo”, como é carinhosamente chamado, consolidou-se como um símbolo da continuidade entre as eras douradas do futebol brasileiro.
1994: O Guardião do Tetra
Na conquista do tetracampeonato em 1994, Zagallo brilhou fora das quatro linhas como coordenador técnico, unindo sua vasta experiência à liderança do técnico Carlos Alberto Parreira. Atuando como mentor estratégico e motivacional, ele foi peça-chave nos bastidores, trazendo equilíbrio e sua expertise histórica para guiar a equipe em uma campanha marcada por disciplina tática e foco coletivo.
Com o triunfo nos Estados Unidos, após a dramática final contra a Itália, Zagallo entrou para a história como o primeiro homem a conquistar quatro Copas do Mundo: duas como jogador (1958, 1962), uma como técnico (1970) e outra como coordenador técnico (1994). Mais do que um título, o tetra consolidou seu legado como um dos maiores símbolos de continuidade, tradição e vitória do futebol brasileiro.
Uma mentalidade à frente de seu tempo
Ainda hoje, Zagallo é lembrado por seu pioneirismo. Enquanto muitos se limitavam às funções clássicas de cada jogador em campo, ele já vislumbrava a importância de um jogo coletivo, de transições rápidas e de jogadores multifuncionais – elementos que são pilares do futebol moderno. Um visionário, com uma intuição brilhante para mudanças táticas que poderiam decidir uma partida.
Mas, acima de tudo, seu amor pelo Brasil e pelo futebol transcende gerações. Sempre orgulhoso de suas raízes, Zagallo nunca deixou de expressar sua devoção ao verde e amarelo, seja no tom de sua voz ou no brilho de seus olhos ao falar das conquistas passadas.
Legado eterno
Mário Jorge Lobo Zagallo não é apenas um nome na rica história do futebol. Ele é um exemplo eterno de como talento, trabalho duro e inteligência são capazes de transformar o esporte e tocar a vida de milhões de pessoas. Um símbolo de que sonhos podem ser alcançados quando acompanhados de paixão e esforço inabaláveis.
Na série Craques Eternos, celebramos sua genialidade e sua dedicação ao futebol brasileiro. Zagallo não apenas conquistou o mundo – ele moldou o futebol mundial.
Obrigado, Zagallo. Seu nome, sua história e suas conquistas estarão para sempre gravadas nos corações de milhões que admiram o “Velho Lobo”.
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